Sim, Padres, eu pequei.
Devo confessar, na verdade, que sou pecadora compulsiva desde criancinha.
Onde exatamente devo ajoelhar para pagar minhas penitências infinitas antes de ir para o inferno de vez?
Acordo, tropeço ainda pelo sono, tento achar o celular na cama que tá tocando, penso em arremessar contra parede. Coloco um som, vou fazer meu café enquanto passo protetor nessa pela branca, que será torturada pelo sol de 598o. Quando me vem na cabeça uma voz: - corra, Verinha, corra! Pois é, acho que é o alarme de perigo eminente, como eu não duvido desses toques sutis do meu instinto de sobrevivência emocional, decido que tá certo, vou me retirar dessa peça onde o papel de boba da corte nunca ficaria bem na minha pessoa.