sábado, 2 de julho de 2011

Antes só do que mal acompanhada

Antes só do que mal acompanhada




Esse ditado não é um ditado.

É um lema pra qualquer bonitona encalhada que se preze. Responde qualquer pergunta inconveniente:

- E ai, bonitona? Cadê o namorado?
- Antes só do que mal acomanhada...

- Você deve ser muito exigente...
- Antes só do que mal acompanhada...

- Nossa, terminaram? Mas vocês estavam juntos há tanto tempo!
- Antes só do que mal acompanhada...

E assim sucessivamente para qualquer amigo, parente, conhecido ou afim que, sem o menor tato, ficar investigando o mistério (insolúvel, enigma qe assola a humanidade) do seu encalhamento...

E é verdade que é preferível estar só do que na companhia de um trombolho qualquer...

Exercício de relaxamento. Vou listar 3 programas simples em que "antes ó do que mal acompanhada":

1) Você está louca pra ir ao cinema, e não encontra companhia? Arruma um qualquer pra não ir sozinha e...tem que lidar com um moço que não cala a matraca? Ou com um ser cuja risada (naquelas horas que ninguém maisestá rindo)? Um moço que come pipoca fazendo mais barulho que a cena demetralhadora do filme Rambo que ele escolheu?
ANTES SÓ DO QUE MAL ACOMPANHADA!

2) Você está doida para ir numa festa da empresa em que trabalha e não tem companhia. Decide desenterrar um paquera do além, só pra não chegar sozinha e ele...aproveitando que é "de grátis", perde a linha? Sobe no palco, pega o microfone e resolve se declarar a você? Esquece que você o convidou e começa a assediar, na maior cara de pau, a filha do dono da empresa?
ANTES SÓ DO QUE MAL ACOMPANHADA.

3) Você está sozinha num domingo e resolve dar uma corridinha na praça. Encontra um conhecido que, apesar do seu ipod devidamente acomodado, insiste em puxar conversa e te explicar, nos mínimos detalhes, a importância vital do trabalho que ele desempenha na empresa dele...como estagiário...
ANTES SÓ DO QUE MAL ACOMPANHADA

Por isso, bonitonas, isso não é um ditado.

É um mantra!!!!

Amanhã: antes tarde do que nunca!

terça-feira, 28 de junho de 2011

O valor da perda.


Eu gostaria mesmo de entender o que se passa na mente e no coração de pessoas assim, que precisam primeiro perder o que de mais precioso têm para então começar a dar valor.

Penso, de verdade, que é tão mais fácil dar valor quando temos tudo na nossa mão, ao nosso alcance e controle… deixar voar pode ser perigoso, pois é possível que o vento venha muito forte e que não alcancemos mais!!!

Parece mentira, mas muita gente age assim… e até mesmo sem sentir! O que julgo realmente importante é perceber e tentar mudar! Procurar dar valor ao que realmente importa, na hora que realmente importa… antes que seja tarde demais…

terça-feira, 1 de março de 2011









 NO
No, no intentes disculparte
No juegues a insistir
Las excusas ya existían antes de ti
No, no me mires como antes
No hables en plural
La retórica es tu arma más letal
Voy a pedirte que no vuelvas más
Siento que me duelas todavia aquí
Adentro
Y que a tu edad sepas bién lo que es
Romperle el corazón a alguién así
No se puede vivir con tanto veneno
La esperanza que me da tu amor
No me la dió más nadie
Te juro, no miento
No se puede vivir con tanto veneno
No se puede dedicar el alma
A acumular intentos
Pesa más la rabia que el cemento
Espero que no esperes que te espere
Después de mis 26
La paciencia se me ha ido hasta los pies
Y voy deshojando margaritas
Y mirando sin mirar
Para ver si así te irritas y te vas
Voy a pedirte que no vuelvas más
Siento que me duelas todavia aquí
Adentro
Y que a tu edad sepas bién lo que es
Romperle el corazón a alguién así
No se puede vivir con tanto veneno
La esperanza que me dió tu amor
No me la dió más nadie
Te juro, no miento
No se puede morir con tanto veneno
No se puede dedicar el alma
A acumular intentos
Pesa más la rabia que el cemento
No se puede vivir con tanto veneno
No se puede vivir con tanto veneno

Depois da tempestade....


Bem, muitas foram os dias, muitas foram as horas, os minutos e os segundos sempre a pensar no que me colocava naquele estado de puro sofrimento mas contudo na vida as coisas vao mudando. E foi exatamente nesse início de ano que eu encontrei a luz no fundo do tunel. Encontrei a força que realmente procurava.
Encontrei a paz que tanto desejava. Aprendi muitas coisas. Mas a principal foi que devemos ter força para ignorar o que nos faz sentir mal, aproveitar a vida e não dar importancia a coisas menores, a coisas que não merecem a nossa atenção. Pela primeira vez na minha vida tenho noção de tudo o que passei, do sofrimento que passei, das tristezas que causei com o meu mal estar. Por vezes, as desilusões que provoquei pelo meu mau humor que muitas vezes não tinha motivo para estar assim. Hoje entendo tudo o que os meus pais me disseram, agora entendo que apenas queriam o meu bem. Muitas vezes eu não via isso. Quanto ao falecimento da minha Avó ... hoje faço tudo o que está ao meu alcance para que ela se sinta orgulhosa,sinta orgulho da neta que criou com muito gosto e carinho. Jamais a vou esquecer. E sei que ela esta sempre comigo, sempre no meu coração.
Hoje sei que a vida é uma constante luta. Seja pelos bons ou maus momentos , mas que nunca nunca devemos desistir dos nossos objetivos, e o mais importante nunca desistir de nós próprios. Somos sempre capazes de fazer aquilo que queremos. Umas vezes com pouco esforço outras com muito. Mas conseguimos.
Tem aquela frase que diz: "Sempre lutar, parar é morrer."

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Recomeçar


Essa vida é mesmo assim, estranha, algumas vezes impiedosa, basta um descuido e puft! Ela nos dá uma rasteira, mas sabe, me acostumei com esses tombos, até porque os rios sempre se tornam grandiosos após as quedas.

Algumas vezes me acho tão esperta, aff ledo engano Verinha, ledo engano. Acho que sou a mais inocente das criaturas. Não! Mas isso não é ruim não, prefiro me manter assim, com essa essência que o grande mestre me deu.

Sou paciente, sempre espero o melhor das pessoas, sempre quero ver que tudo é uma fase ruim, até porque é mesmo, passamos por fases boas e outra piores...rs mas no final tudo passa.
Já sofri inúmeras vezes, já cai muitas outras, mas depois me levanto ainda mais forte, é sempre assim, devo me acostumar com esses altos e baixos pois é assim que a vida funciona.

Não digo que hoje estou feliz, porque não estou, mas já tive dias piores, ô se tive! Agora espero a grandiosidade do universo me dar mais uma chance de ser feliz, ou melhor de estar feliz, porque ninguém pode ser feliz constantemente, isso seria um tédio.Mas vamos lá, que seja um período de tristeza curto só pra fazer perceber o quão grande é o mundo e como posso ser feliz novamente.

Seja qual for a decisão que eu tomar, de nada adianta, pois Deus já a tomou por mim, nem posso questionar se sim ou não, pois ele que já fez meus caminhos sabe de todas as pedras que devo tropeçar e todos as flores que devo colher.

Mas assim, se querer ser melo-dramática, mas tenho tanta saudade quando minhas únicas dores eram de quando eu caia das árvores na casa da minha avózinha. Essas se curavam logo, só com um abraço e um beijo que ela me dava, tão bom.

Mas finalizo aqui, tendo a certeza que os próximos posts serão mais, digamos, empolgantes.

Deixo aqui uma música que pode me resumir nessa fase.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Eu prefiro ser essa plasticidade ambulante…

raul palst

Ano passado vários sites noticiaram que há 20 anos morria Raul Seixas, um dos roqueiros brasileiros mais influentes.

Toda vez que ouço o nome Raul Seixas meu cérebro logo mexe nas minhas memórias armazenadas a respeito dele e traz a tona a música “Metamorfose Ambulante”:

“Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante… do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo…”

Raul Seixas (até onde eu saiba) não era neurocientista, mas devia levar jeito pra coisa… pois é isso mesmo que nós somos! Metamorfoses ambulantes!

Nós estamos o tempo inteiro aprendendo coisas, mudando, nos tranformando. E os nossos neurônios também!

A cada coisinha que nós aprendemos nossos neurônios também mudam… é o que chamamos de plasticidade neuronal!

A plasticidade neuronal é necessária não só no aprendizado, na formação e armazenamento de memórias como também na atualização e modificação de memórias existentes, ou seja, é melhor ser essa plasticidade ambulante do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo!

Para saber como ocorre a plasticidade neuronal é importante saber o que é uma sinapse. As sinapses são conexões especializadas que permitem transmitir informações de um neurônio a outro neurônio (ou a outra célula).

A informação “corre” na forma de impulsos elétricos ao longo do neurônio e quando chega na pontinha do neurônio (terminação axonal) ele libera substâncias químicas chamadas neurotransmissores na fenda sináptica (espacinho entre um neurônio e outro) que se ligam a receptores no próximo neurônio. Os neurotransmissores funcionam como chaves e os receptores como fechaduras, e a ligação neurotransmissor-receptor pode inibir ou excitar o próximo neurônio!
imagem
A ligação chave-fechaduradura… ou melhor, neurotransmissor-receptor pode acarretar alterações duradouras nos neurônios por meio da plasticidade sináptica. Este sistema possui um papel fundamental nos processos do aprendizagem e memória.

- Potenciação de Longa Duração: também conhecida por LTP (long-term potentation) é uma excitação que se mantém de maneira persistente, aumentando a eficiência das sinapses.

Mas como ocorre essa excitação?

O GLUTAMATO é um tipo de neurotransmissor (chave) que desempenha um papel importante na LTP e pode ligar-se a vários tipos de receptores (fechaduras), entre eles, os receptores AMPA e NMDA.

AMPA: este é o primeiro receptor a responder à ação do glutamato liberado na sinapse. Quando o glutamato se liga ao AMPA promove a abertura de canais para sódio e potássio, provocando assim uma excitação da membrana do próximo neurônio.

NMDA: a abertura desse tipo de canal permite que entre cálcio no próximo neurônio, fazendo com que este gere estímulos mais intensos ainda.

Esta série de eventos podem durar de horas a dias e possui funções importantes na aprendizagem.

- Depressão de Longa Duração: também conhecida como LTD (long-term depression), é um tipo de plasticidade semelhante à LTP – mas com sinal contrário. Neste caso, ocorre um enfraquecimento da transmissão sináptica por diminução da entrada de cálcio.

- Sinaptogênese e Remodelamento Sináptico: crescimento de novas sinapases ou mudanças nas sinapses já existentes.

- Neurogênese (nascimento e crescimento de novos neurônios): ao contrário do que se acreditava, novos neurônios continuam surgindo no cérebro do adulto (giro denteado e bulbo olfatório). Embora possa ocorrer neurogênese em outras regiões em casos de dano cerebral.

Vale ressaltar que esses 4 mecanismos de plasticidade não são completamente independentes. Portanto, nosso cérebro está em constante e dinâmica modificação devido ao aprendizado e formação de memórias, através do aumento da eficiência ou do enfraquecimento da transmissão sináptica, formação ou remodelamento de sinapses e neurogênese.

Melhor assim né?

Já pensou ter sempre a mesma velha opinião sobre tudo???

Toca Raul!

Josy Pontes

Mestre em Ciências pela UNIFESP e atualmente doutoranda do laboratório de neurofisiologia desta mesma universidade.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Pensar sobre pensar


Pensar sobre pensar

O cérebro humano é uma coisa tão complexa que nem o cérebro humano é complexo o bastante para entende-lo. Era só o que eu queria contribuir para o desânimo geral destes dias, obrigado. Não, o certo é que nunca entenderemos nosso cérebro como nunca entenderemos as últimas razões do Universo – ou, pensando bem, as primeiras. Os limites da especulação sobre o fim e a origem da matéria e os limites do pensamento sobre o pensamento são os limites do conhecimento humano. O que não impede alguns malucos de continuarem a tentar expandi-los.
No campo do conhecimento do cérebro, ou do pensamento sobre o pensamento, está havendo uma guerra de teorias parecida com uma questão religiosa de alguns séculos atrás. Que, pelo menos para os religiosos continua. Discutia-se então a divisão entre corpo e mente. Ou alma, ou que outro nome tivesse uma essência humana separada da biológica. Na neurociência, chegou-se, não faz muito, a um consenso mecanicista do cérebro como uma planta eletroquímica e do seu funcionamento como os processo desta incrível usina, complicada além da imaginação, mas não além da biologia. O que desgostou os psicólogos mas parecia incontestável. Agora tem gente dizendo que mente e cérebro são duas coisas completamente diferentes. Usando uma analogia que Santo Agostinho não contava, no seu tempo, dizem que cérebro é um computador e a mente é um programa. Hardware e softwareem português claro. Ou seja, dois cérebros exatamente iguais podem ter mentes diferentes. Há fantasmas, afinal, dentro da usina. A natureza dessa alma reabilitada, claro, continua um mistério. Os limites do nosso autoconhecimento só chegaram um pouco mais para lá.
Sempre me pareceu enlouquecedor que os sonhos, justamente a oportunidade que nosso cérebro tem de falar conosco a sós, sejam em código, em linguagem simbólica, geralmente inteligível. Não estamos nem acordados para poder dizer “fala sério!”. A explicação seria que sonhos são o cérebro brincando de mente, o hardware sem um software para lhe dar coerência e objetivo exercitando seus circuitos, apenas mantendo-se aceso. De vez em quando surge um enredo, uma seqüência, uma sugestão de sentido ou mensagem. E são destes sonhos que a gente s lembra. Mas não querem dizer nada. São como os rabiscos de um macaco, que de repente, sem querer, desenha uma cara. Se alguém um dia nos explicar o cérebro, não será o nosso cérebro.

Luis Fernando Verissimo