Todos os fins possíveis
Se depender do cinema, o fim dos tempos virá fazendo barulho - seja por meio de lasers mortais saindo de naves extraterrestres, seja por meio de um rio de lava percorrendo Times Square - e, enquanto dizima homens, mulheres, idosos, crianças, o apocalipse da telona sempre vai render muita diversão. Nem Nostradamus tinha uma criatividade tão afiada quanto Hollywood quando o assunto é a danação do planeta (quiçá do universo). Então o jeito é correr pegar a pipoca antes que a Humanidade como a conhecemos venha a padecer de vez por culpa de...
Meteoros!
Podemos estar quietinhos no nosso canto, nem desconfiando que lá fora o universo conspira contra nosso planeta. Provavelmente inspirado na teoria mais aceita sobre a extinção dos dinossauros, o cinema adora explorar o perigo de corpos celestes soltos por aí. Um exemplo clássico é a bomba "Armageddon". Para piorar o que já é ruim, uma pergunta: você prefere ser varrido da existência por uma rocha gigantesca ou ter de agüentar o Bruce Willis como salvador da Humanidade embalado por uma musiquinha grudenta do Aerosmith? Difícil...
Alienígenas!
Alguns acham que os alienígenas são bonzinhos como o E.T. do Spielberg. Outros, que são aqueles homenzinhos cinza misteriosos e aparentemente inofensivos de "Arquivo X". Mas o que aconteceria se as formas inteligentes de outros planetas quisessem dominar – ou ainda, destruir – nosso lar? Pegue, por exemplo o filme "Independence Day". Tudo bem que mandar um raio letal na Casa Branca não é assim uma má idéia, ainda mais levando-se em conta que o morador lá era aquele pastel do Bush,(coitado do Obama). E outra: os brasileiros podem ficar tranqüilos. Naves só pousam nos EUA mesmo!
Máquinas!
Era uma vez um computador chamado HAL que parou de obedecer aos comandos dos humanos. A partir de "2001: Uma Odisséia no Espaço", vimos as máquinas se rebelarem em produções como "Blade Runner" e "Matrix". Ter um futuro escuro como uma noite sem fim, com chuva ácida e robôs tomando o lugar de gente não é lá muito agradável. E a culpa é do homem: na busca por novas tecnologias, máquinas inteligentes e com vontade própria acabam sendo desenvolvidas. Há uma guerra entre a lataria de última geração e as pessoas de carne-e-osso. E sempre saímos perdendo.
Vírus!
Você deve saber que há muitas teorias conspiratórias que afirmam que a AIDS nada mais é do que uma doença fabricada em laboratório para ser usada como arma biológica. Já imaginou? E imaginou também a dengue? O ebola? A gripe aviária? Isso dá o que pensar - ou melhor não, ainda mais se você, além de conspirador, for hipocondríaco. O cinema bem que adora uma história assim e já vimos exemplos como em "Epidemia", "Extermínio", "Eu Sou a Lenda"... Tudo começa com uma pessoa infectada e quando menos se espera, babau. Não há vitamina C e canja que dê conta.
Desastres naturais!
Na hora de maltratar nosso meio-ambiente, ninguém acha feio. Tem gente até que acha que aquecimento global é coisa de comunistas! Daí, quando o maltrato causa inundações, furacões, derretimento das geleiras, terremotos, vulcões, a rapaziada reclama. Vai entender... O último espécime que retratou muito bem a fúria da natureza foi "O Dia Depois de Amanhã". Mas se você quiser se assustar mesmo, dê uma olhada no documentário de Al Gore "Uma Verdade Incoveniente". Nada pior do que a realidade para a gente ver que o fim pode, sim, estar próximo.
Zumbis!
Perdi a conta de quantas vezes, nestes cinco anos, afirmei como eu me simpatizo com zumbis. Culpa do Michael Jackson. Zumbis são a escória do terror (burros, lerdos, desengonçados, feios) mas, por outro lado, são os únicos que teriam capacidade de varrer os seres vivos da face da Terra. A infecção pode vir de várias formas: macacos africanos, gás venenoso, armas químicas. O importante é que eles se alastram como catapora em jardim de infância. Se você for mordido, filhote, já era. Alugue o clássico "A Noite dos Mortos-Vivos" para você ver o que é bom pra tosse!
-- Sim, nós podemos
Difícil escrever sobre fim dos tempos quando o amanhã parece tão mais promissor. Esta garota quer contar o orgulho que está sentido com o país que lhe serve de casa há mais de três anos e que acaba de eleger (com folga) Barack Obama como presidente. Não sejamos ingênuos achando que tudo irá melhorar de uma hora para outra, que a guerra vai terminar num passe de mágica e que as pessoas poderão celebrar suas diferenças sem serem discriminadas por conta disso. Mas não posso deixar de me emocionar ao ver este homem tão digno, que conduziu uma campanha tão limpa, sendo celebrado em recantos que, há pouco, eram tomados por um racismo suficiente para reservar aos negros o banco dos fundos dos ônibus e para ver nascer movimentos como a Klu Klux Klan. A vitória de Obama significa muito mais que mera politicagem e isso me enche de alegria.
God bless, como dizem por aqui
Garotas que dizem Ni
Nenhum comentário:
Postar um comentário